Camila: - Professora, posso ir beber água?
Diane: - Não.
Camila: Mas estou com sede.
Diane: Guarde-a com carinho, pois ela é o que você tem de mais precioso.
Ou
Geovanni: - Posso ir beber água?
Diane: - Não.
Geovanni: - Mas você não pode deixar os alunos com sede!
Diane: - Desconfie de todos que matam sua sede.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Excerto de relatório de estágio - Epístola de uma discípula a seu mestre - Setembro de 2009
O GUTASVO É GOTOZO
O GUTASVO E LIDO
O GUSTASVO MUTO GOTOZO
OBRIGADO
BEATRIZ
O GUTASVO E LIDO
O GUSTASVO MUTO GOTOZO
OBRIGADO
BEATRIZ
Excerto de relatório de estágio - Agosto de 2009
Gabriel: - Eu gosto de arrancar dente, sabia?
Eu: - Você é um dentista, então?
Gabriel: Você sabia que não é a fada-do-dente que traz o dinheiro? É a mãe...
Eu: - Magina! Como assim? E quando não se tem mãe? É a fada, sim!
Marco: - Quando ele crescer, vai virar fada-do-dente.
Gabriel: - Ah, se eu fosse, era pequeno. Estaria em escondido em seus cabelos (apontando para os meus).
Marco: - Ou nessa barba, então!
Gabriel: - Imagina quanta fada-do-dente não têm nesta barba.
Eu: - Você é um dentista, então?
Gabriel: Você sabia que não é a fada-do-dente que traz o dinheiro? É a mãe...
Eu: - Magina! Como assim? E quando não se tem mãe? É a fada, sim!
Marco: - Quando ele crescer, vai virar fada-do-dente.
Gabriel: - Ah, se eu fosse, era pequeno. Estaria em escondido em seus cabelos (apontando para os meus).
Marco: - Ou nessa barba, então!
Gabriel: - Imagina quanta fada-do-dente não têm nesta barba.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Fragmentos de um diálogo amoroso
L. (30/11/2009) diz: - Ah, eu acho que você ainda é garoto... ainda um pouco imaturo... Não pelas coisas que você diz, que você pensa e que você sente, mas pelas experiências mesmas de vida...
A coordenadora A.C. (01/12/2009) diz: - Nossa, Gustavo, você fica bem de verde!
.....................................................................................
L. diz: - Ah, mas você tem uma coisa que eu acho legal, que é a sensibilidade poética. (...) Ainda não muito na sua fala, mas já na sua escrita.
O professor J.A.H. diz: - Um dia, assaltaram minha casa. Amarraram minha esposa, meus filhos e a mim mesmo. Me amarraram ao pé da escada que fica na minha biblioteca. Comecei a rir. Vieram me bater. Perguntaram gritando: "Você está rindo da minha cara?". Respondi que não, que "jamais iria rir do senhor, estou rindo de uma piada pessoal mesmo". Bem a minha frente, na estante, estava o livro de Jean-Paul Sartre: "O que pode a literatura?"
....................................................................................
L. diz: - É que nossas vidas são muito diferentes, nossas experiências foram outras.
L. dissera, há uns 20 minutos atrás: - Ainda não sei direito, porque estou namorando com um cara que tá mudando de pátria, que tá mudando de língua, que tá longe da família.
.....................................................................................
O artista C.V. diz: - Se você tem uma idéia incrível, é melhor escrever um post; está provado que só é possível namorar em alemão.
....................................................................................
L. diz: - Eu não acredito em relacionamentos.
O personagem conceitual Z., do filósofo alemão F.N., diz: - A mim, a fé não me beatifica. Muito menos, a fé em mim.
..................................................................................
L. diz: - Isso não me comove.
..................................................................................
Os professores do Sul T.T.S. e S.M.C. dizem: - Advogar, em vez disso, o dissenso inconciliável, a diferença irredutível, o desencontro irremediável, a comunicação impossível.
...................................................................................
L. diz: - Os homens sempre falam isso - e podem até ser sinceros quando dizem -, mas depois acabam desistindo. - Muitas coisas, depois de um tempo, ficam previsíveis.
...................................................................................
Mais uma vez, os professores T.T.S. e S.M.C. dizem: - Toda continuidade é apenas o efeito de uma interpretação após o fato. O que temos, em vez disso, são falhas, quebras, hesitações, movimentos inesperados, arranques e paradas abruptas. Não uma lógica, nem uma teleologia, mas o movimento errático do acaso.
....................................................................................
L. diz. Não diz. Prefiro excluir esta fala, em minha edição cafajeste.
....................................................................................
A professora de História diz: - Nazismo é uma política e uma ética herdadas da Alemanha.
....................................................................................
O professor carioca L.A.B. diz: - O modo de vida fascista elimina o susto e o arrebatamento.
....................................................................................
O poeta P.L. diz: Só doer não é dor/ Delícia de experimentador.
....................................................................................
A escritora dentre as escritoras, C.L., na voz de M., diz: - Eu me dôo o tempo todo.
....................................................................................
Engrossando o caldo da Introdução à vida não-fascista, o professor da FEUSP J.G.A. diz: - Não enxergue, no outro, a carência, a falta, nem o exótico, nem o excêntrico.
....................................................................................
Eu, G.H.G, digo: - Eu escrevo, porque me dói. Uma dor alegre, se quiserem. Mas ainda dor. Cavalar. Claro que escrever não é remédio, não cura a dor, não assopra a ferida. Isso não, por favor! Mas é menos miserável, me parece, do que esta vida indigna que foi, e que é, e que vai ser até o fim. Escrevo pela grandeza do que pode ser. Pela grandeza do que não sei.
....................................................................................
Ainda o professor J.G.A. diz: - Não fale pelo outro. E editar também é falar pelo outro.
...................................................................................
Xi...
(Gu)
A coordenadora A.C. (01/12/2009) diz: - Nossa, Gustavo, você fica bem de verde!
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L. diz: - Ah, mas você tem uma coisa que eu acho legal, que é a sensibilidade poética. (...) Ainda não muito na sua fala, mas já na sua escrita.
O professor J.A.H. diz: - Um dia, assaltaram minha casa. Amarraram minha esposa, meus filhos e a mim mesmo. Me amarraram ao pé da escada que fica na minha biblioteca. Comecei a rir. Vieram me bater. Perguntaram gritando: "Você está rindo da minha cara?". Respondi que não, que "jamais iria rir do senhor, estou rindo de uma piada pessoal mesmo". Bem a minha frente, na estante, estava o livro de Jean-Paul Sartre: "O que pode a literatura?"
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L. diz: - É que nossas vidas são muito diferentes, nossas experiências foram outras.
L. dissera, há uns 20 minutos atrás: - Ainda não sei direito, porque estou namorando com um cara que tá mudando de pátria, que tá mudando de língua, que tá longe da família.
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O artista C.V. diz: - Se você tem uma idéia incrível, é melhor escrever um post; está provado que só é possível namorar em alemão.
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L. diz: - Eu não acredito em relacionamentos.
O personagem conceitual Z., do filósofo alemão F.N., diz: - A mim, a fé não me beatifica. Muito menos, a fé em mim.
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L. diz: - Isso não me comove.
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Os professores do Sul T.T.S. e S.M.C. dizem: - Advogar, em vez disso, o dissenso inconciliável, a diferença irredutível, o desencontro irremediável, a comunicação impossível.
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L. diz: - Os homens sempre falam isso - e podem até ser sinceros quando dizem -, mas depois acabam desistindo. - Muitas coisas, depois de um tempo, ficam previsíveis.
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Mais uma vez, os professores T.T.S. e S.M.C. dizem: - Toda continuidade é apenas o efeito de uma interpretação após o fato. O que temos, em vez disso, são falhas, quebras, hesitações, movimentos inesperados, arranques e paradas abruptas. Não uma lógica, nem uma teleologia, mas o movimento errático do acaso.
....................................................................................
L. diz. Não diz. Prefiro excluir esta fala, em minha edição cafajeste.
....................................................................................
A professora de História diz: - Nazismo é uma política e uma ética herdadas da Alemanha.
....................................................................................
O professor carioca L.A.B. diz: - O modo de vida fascista elimina o susto e o arrebatamento.
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O poeta P.L. diz: Só doer não é dor/ Delícia de experimentador.
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A escritora dentre as escritoras, C.L., na voz de M., diz: - Eu me dôo o tempo todo.
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Engrossando o caldo da Introdução à vida não-fascista, o professor da FEUSP J.G.A. diz: - Não enxergue, no outro, a carência, a falta, nem o exótico, nem o excêntrico.
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Eu, G.H.G, digo: - Eu escrevo, porque me dói. Uma dor alegre, se quiserem. Mas ainda dor. Cavalar. Claro que escrever não é remédio, não cura a dor, não assopra a ferida. Isso não, por favor! Mas é menos miserável, me parece, do que esta vida indigna que foi, e que é, e que vai ser até o fim. Escrevo pela grandeza do que pode ser. Pela grandeza do que não sei.
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Ainda o professor J.G.A. diz: - Não fale pelo outro. E editar também é falar pelo outro.
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Xi...
(Gu)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Teresa II
a quarta vez que vi Teresa
achei que eu era um estúpido
a quinta vez que vi Teresa
achei que tinha olhos de ressaca
sem saber que o mar se derramava dos meus
a sexta vez que vi Teresa
minha conta bancária uniu-se à dela
e eu fiquei sem um centavo a pairar pelas ruas.
(biel)
achei que eu era um estúpido
a quinta vez que vi Teresa
achei que tinha olhos de ressaca
sem saber que o mar se derramava dos meus
a sexta vez que vi Teresa
minha conta bancária uniu-se à dela
e eu fiquei sem um centavo a pairar pelas ruas.
(biel)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
içando as velas
o velho lobo do mar
do alto da laje
navega
entra as fumaças dos carros das ruas e avenidas no horizonte
resmunga consigo alguns impropérios
e sonha sempre quando suspira
ao longe
"terra à vista"
(biel)
do alto da laje
navega
entra as fumaças dos carros das ruas e avenidas no horizonte
resmunga consigo alguns impropérios
e sonha sempre quando suspira
ao longe
"terra à vista"
(biel)
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
da manhã
(ao som de amy winehouse)
o dia todo
maquinando,
engrenagem
trabalhando.
torcendo a cabeça
entre trocos e trocas
sem ao menos nela pensar
os amigos,
no bar a cerveja
o aguarda. a sexta-feira.
a noite inteira.
mas na manhã
tudo, de saída, entorta:
acorda: sozinho.
(biel)
o dia todo
maquinando,
engrenagem
trabalhando.
torcendo a cabeça
entre trocos e trocas
sem ao menos nela pensar
os amigos,
no bar a cerveja
o aguarda. a sexta-feira.
a noite inteira.
mas na manhã
tudo, de saída, entorta:
acorda: sozinho.
(biel)
domingo, 6 de setembro de 2009
cicatriz
o sol era ainda uma promessa
tanto quanto as quebradas
copos numa mesa de bar
mas ele insiste em nascer
pra salgar a ferida
e, de leve, aquecer.
(biel)
tanto quanto as quebradas
copos numa mesa de bar
mas ele insiste em nascer
pra salgar a ferida
e, de leve, aquecer.
(biel)
oração
se plantou boas sementes
que lhe dê tempo de colher os frutos.
se foi mal,
que lhe dê tempo de se redimir.
se foi eu,
que contem estórias.
(biel)
que lhe dê tempo de colher os frutos.
se foi mal,
que lhe dê tempo de se redimir.
se foi eu,
que contem estórias.
(biel)
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