no fundo do canto do quarto
a barreira do corpo inverte o parto
some no escuro a voz
e a lágrima no riso desfaz
a noite invade serena e constante
penetra o dia de sol sufocante
no canto quarto alguém se debate
na ânsia de ti ser a parte
o grito cindido do corpo
um espasmo contorse, à dor se consente.
no dia seguinte (amanhã cinza)
sobram espaços mas flores e cores nas tintas
despenca a noite os olhos desviam
indagam o beijo com a carne gelada
no instante antes da noite estrelada
-olha lá...
-tanta estrela... olha lá
-tanta estrela..
-só sobrou..
-..o céu
o amor nasceu...
(biel)
quarta-feira, 16 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
pequeno intervalo do tempo
há que se ter períodos onde nada é documentado!
são exatamente esses os momentos de maior criatividade e inspiração onde a poesia atinge o nível do indizível. Um desmaio bêbado de poesia onde só veremos então um clarão feliz, bobamente feliz de ter experimentado algo desse nível, mesmo quando esse indizível beira a morta dessa mesma felicidade. mas no final, o que sobra são estórias pra contar...
Divirta-se, mas não muito
Biel
são exatamente esses os momentos de maior criatividade e inspiração onde a poesia atinge o nível do indizível. Um desmaio bêbado de poesia onde só veremos então um clarão feliz, bobamente feliz de ter experimentado algo desse nível, mesmo quando esse indizível beira a morta dessa mesma felicidade. mas no final, o que sobra são estórias pra contar...
Divirta-se, mas não muito
Biel
sábado, 12 de abril de 2008
A Fábula Paciente
Era uma vez uma princesa que amou até seu coração se tornar o maior de todos. Com ele, a princesa venceu dragões e toda a sorte de criaturas nefastas. Até venceu a si mesma. Não tinha nascido pura, mas depurou-se. Subiu aos céus, no bojo do seu coração, e trocou seu quinhão de enxofre pelo azul celeste. Como amava muito um homem, entregou tudo, sem receios. O homem, evidentemente, levou tudo consigo, muito satisfeito. A princesa decidiu que jamais cortaria seus cabelos até que seu venturoso bem-amado voltasse. Os seus serenos cabelos vagarosamente cresceram, qual o coração. E desceram aos pés. Desceram ao chão. Desceram até o inferno.
O Diabo subiu pelas tranças e desposou a princesa.
(Gu)
O Diabo subiu pelas tranças e desposou a princesa.
(Gu)
quinta-feira, 6 de março de 2008
pra onde?
sumido foi.
talvez tivesse sido eu que não fosse
mas se era e não foi ´
não era pra ser.
então sumiu
ou será que se perdeu em mim?
(biel)
talvez tivesse sido eu que não fosse
mas se era e não foi ´
não era pra ser.
então sumiu
ou será que se perdeu em mim?
(biel)
brisa da manhã
num sonho desses de garoto de rua
num começo de manhã
na noite mal dormida
no sol que penetrava como lança
no estômago do inimigo
numa saudade que não tinha do que ser
de um tempo feliz que nascia naquela inspiração
inspirei...
no lança-perfume,
minha cola,
seu pescoço.
(Biel)
num começo de manhã
na noite mal dormida
no sol que penetrava como lança
no estômago do inimigo
numa saudade que não tinha do que ser
de um tempo feliz que nascia naquela inspiração
inspirei...
no lança-perfume,
minha cola,
seu pescoço.
(Biel)
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
num piscar de olhos
houve antes algum amor
mas depois...
não há sequer depois de você.
a lua nunca iluminou as noites
só veio se embebedar
na noite que transborda dos seus olhos.
o teu cheiro de anjo
é pecaminoso
toda vez que eu fecho meus olhos.
fechar os olhos é um mergulho nos teus olhos
e no cheiro do teu cheiro
que atravessa minha madrugada.
(biel)
mas depois...
não há sequer depois de você.
a lua nunca iluminou as noites
só veio se embebedar
na noite que transborda dos seus olhos.
o teu cheiro de anjo
é pecaminoso
toda vez que eu fecho meus olhos.
fechar os olhos é um mergulho nos teus olhos
e no cheiro do teu cheiro
que atravessa minha madrugada.
(biel)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
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