O professor agarrado a seu giz,
E os guris explodindo seus hormônios;
Firme no giz espesso, mãos febris,
E os guris depredando o patrimônio;
Risca cada letrinha, mãos sutis,
E, aos murros, os guris, com mil demônios;
Jardina toda letrinha de lis,
Rega-as de sangue, os guris, quais lacônios.
Soa o alarme de incêndio na escola.
Filho da puta! Abre a porta, veado!
Antes, em Plínio, o Jovem, um floreado.
Rombo e berro: emancipação carola.
Cuidando o fogo achar Plínio frajola,
Professor morre junto ao namorado.
(Pau no Gu)